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Professoras mais que Maluquinhas.

"Poesia é bom mesmo... fora da estante!", publicado no último número da Revista de Poesia Infantil Tigre Albino www.tigrealbino.com.br - Seção Tigre em Movimento.  Por Rosangela Sivelli.

Sábio, em suas raízes etimológicas, significa


“aquele que degusta”. Ser sábio não é ter acumulado
conhecimentos num grau superlativo : é haver
desenvolvido a capacidade erótica de sentir o gosto
da vida. Sapiência é “nada de poder , uma pitadinha
de saber e o máximo possível de sabor”.

( Roland Barthes)
As escolas da Rede Pública Municipal de Ensino da Cidade do Rio de Janeiro contam com um espaço especial que é a Sala de Leitura, local onde trabalho na E. M. Barão Homem de Melo, em Vila Isabel. Voltado para a promoção da leitura e a formação de leitores, o espaço é convidativo para a manifestação da criação e produção de leituras com alegria e prazer, misturando um toque mágico de sabor e saber.

Nesse espaço fervilham como num caldeirão mágico muitos textos, muitas leituras, diferentes gêneros e suportes textuais tais como contos clássicos e populares, poesias, fábulas, livros de imagens, histórias em quadrinhos, jornais, vídeos, revistas para crianças.

Utilizando diferentes modos e estratégias de leitura, no decorrer dos cinco primeiros anos do ensino fundamental os alunos que passam pela Sala de Leitura vão construindo suas histórias de leitores.

(...) Pra ler o texto na íntegra:



Sobre a autora:

 
Algumas pessoas passam pela nossa história e se vão embora assim - sem deixar notícias. Mas seguem, aqui e ali, silenciosamente, fazendo aquela boa moradia dentro do nosso coração.

Por isso quis muito compartilhar esse presente que acabei de receber: uma leitura instigante e prazerosa, um artigo escrito por uma professora, contadora de estórias, uma mulher “transbordante” de alegria e de paixão pelo que faz. O nome dela é Rosangela Sivelli e ela “me ensinou a ler” no tempo que eu pensava que já sabia. Eu e a Rosângela nos conhecêssemos há alguns bons anos durante o curso de pós-graduação Alfabetização para Crianças das Classes Populares na Universidade Federal Fluminense. Aquele tempo em si mereceria uma história a parte. Hoje, resumidamente, diria que foi uma feliz época de aprendizagens e não posso deixar de dizer também que em toda minha vida nunca encontrei um grupo tão coeso e tão encantador. Éramos de fato todas educadoras e estávamos lá! - “na escola”!, na militância – como professoras, orientadoras, agentes de leituras, diretoras, pesquisadoras. Nós olhávamos para o curso e a vida em curso com “os olhos que tínhamos”. Mas também estávamos lá! com as angustias que tínhamos, com os desejos que tínhamos, com os medos do lugar de quem aprende e ensina ao mesmo tempo, o lugar da esperança e do propósito firme de fazer a diferença. E nós a fizemos – não isoladamente, mas como um coletivo polifônico de muitas vozes que cantaram juntas e diversamente o mesmo tema.

Patricia Porto

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