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"Pseudodiagnóstico" na vida e na escola.



                  Penso que "pseudodiagnósticos", quando não se tratam de análises profundas, mas sim frutos de avaliações e considerações aligeiradas, das mais fáceis e superficiais - deveriam ser muito bem, mas muito bem repensados antes de veiculados, registrados, ditos como os diagnósticos psiquiátricos da vez. E isso se dá muitas vezes sem o tratamento humano necessário e adequado à questão, sem questionamentos e sem problematizações. E perdurando e se  alastrando pela baixa autoestima, pelo bulllying, esses "falsos rótulos", por vezes, podem somente suscitar mais estigmas, mais violência, mais agressividade, mais preconceito e mais intolerância. E  pode ser um desastre sem volta, uma mudança trágica de curso, a mudança triste de um rio; principalmente entre os jovens e as crianças,  porque são eles que ainda estão no processo de constituição de uma subjetividade e de um possível filtro interno que descarte aquilo que não deve ditar, criar um dogma, um determinismo ou uma representação definitiva do si mesmo dentro das suas histórias de vida e diante das suas próprias visões de mundo. Eu me pré-ocupo. E você?

  Patricia de Cassia Pereira Porto

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