Pular para o conteúdo principal

Pré-lançamento do meu livro: "Narrativas Memorialísticas: Por uma Arte docente na Escolarização da Literatura".

Ver imagem maior

http://www.editoracrv.com.br/?f=produto_detalhes&pid=3111

NARRATIVAS MEMORIALÍSTICAS:
Por uma arte Docente na Escolarização da Literatura
Autor(es): Patrícia Porto
ISBN: 978-85-62480-94-2
Editora: EDITORA CRV
Distribuidora: EDITORA CRV
Disponibilidade: 15 Dia(s)
Número de páginas: 234
Ano de Edição: 2010
Formato do Livro: 16x23
Número da Edição: 1


...................................................
de R$ 44,90 por R$ 39,90
Quantidade:

Sinopse
       Da significância simbólica do nome da autora, chegamos ao espaço de chegada e de partida das naus, movidas pelos ventos da memória polifônica, que na espiral do tempo nos conduzem àsNarrativas Memorialísticas: Por uma Arte Docente na Escolarização da Literatura.
        
       Na leitura apaixonante/apaixonada do texto de Patrícia Porto surgem as ambigüidades do ato narrativo, concernentes à forma de “ensino da literatura na escola”, e o desafio de enfrentar tal situação, a partir de um compromisso epistemológico e poético com a arte de educar. Daí a importância do presente trabalho quando sinaliza para o engajamento literário feito com amor, com gosto, com vivência e a possibilidade de transformar as aulas de rotina em “encontros com a literatura”. Desse modo, a arte literária amplia o acesso à democratização do conhecimento e faz “girar os saberes” (Barthes), atraindo para o mesmo barco professores e alunos, cúmplices e guardiães do templo sagrado de suas histórias de vida. 
          
       É consabido que a memória, em suas diversas acepções, constituiu/constitui um rico manancial para a escrita de obras literárias, haja vista A la recherche du temps perdu de Marcel Proust, dentre tantas outras. Isto porque como nos diz Simon Harel em L`écriture réparatrice, o discurso memorialista não é apenas mimético, ele reinterpreta os dados vivenciados.  Também Bergson emMatière et Mémoire declara que “pela memória , o passado não só vem à tona das águas presentes... como também empurra, desloca as percepções imediatas, ocupando todo o espaço da consciência. A memória aparece como força subjetiva ao mesmo tempo profunda e ativa, latente, penetrante e invasora.” Já o teórico Guattari, em seu livro Micropolítica: Cartografias do Desejo, trabalha com os conceitos de “território/territorialidade”e, valendo-nos de suas conceituações, podemos dizer que o memorialismo é a religação  que o autor estabelece no território da memória. A territorialidade significa não a posse dos bens materiais, não uma apropriação, mas uma identificação cultural de pertencimento.

       Assim sendo, Patrícia Porto, ao trabalhar com as narrativas memorialísticas dos professores, recupera territórios dispersos da arte de educar e devolve-lhes a pertença dos bens, dos tesouros da memória docente. Daí a importância de narrar para não esquecer, narrar para aprender. E se a narrativa memorialística é uma resistência ao esquecimento, Patrícia Porto ao dar voz aos professores, age como o “intelectual solidário” da literatura testemunho, servindo de mediador, de ponte a unir as margens da arte de ensinar/aprender, por meio da palavra encarnada da memória.

        E com belas ilustrações incrustadas na memória narrativa, que é feita de uma contemplação de imagens,com a presença dos quatro elementos da natureza: água, ar, terra e fogo, a figura da mandala centraliza todo o potencial criativo da autora que, à semelhança de Shiva Nataraja, põe a roda a girar e religa a arte literária com a arte de , educar, com sabedoria,espírito crítico e encantamento.
        
        Nossos parabéns, portanto, a Patrícia pela instigante travessia nos mares da narrativa memorialística, onde narrar significa não esquecer, significa aprender... reinventar o vivido e viver com o prazer da descoberta.

Profª Drª Márcia Pessanha

        Por isso recomendamos este livro a todos aqueles que acreditam que “a educação não tem começo nem fim, só travessia” (Rubem Alves).



Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Carta para Piscila: Os filhos de ninguém são os filhos de Saul

Carta para Priscila: Os filhos de ninguém são os filhos de Saul                 No Brasil a LEI sempre pode justificar os meios e os fins. Para fazer, para não fazer. Para desdizer ou maldizer. Ouço que a Lei há em todo mundo, em todos os Estados – de direitos ou não.   E por isso sempre me questiono sobre a Verdade. Porque Lei e Verdade andam desde sempre juntas, para o bem ou para o mal. E será que vale à pena discutirmos o que é a Verdade? Será que estamos preparados para esta discussão ou será que estamos dançando no escuro, como se ainda estivéssemos na Caverna de Platão à espera da luz?                   Na Grécia Antiga era a Mitologia que explicava os acontecimentos, através de narrativas heroicas. Aquiles e Odisseu são heróis coletivos e fundadores. E o que mais importava naquele tempo era a narrativa, porque por ela se conhecia os homens. Pela narrativa chegávamos à fundação dos p...

Contando histórias para reencantar a escola.

A literatura tem na voz o seu meio de expressão e transmissão oral e, na escrita, por sua vez _ à mão e em letra impressa _ a garantia da permanência das sucessivas fases de um labor tradicional contínuo que perpetua através dos séculos e ao mesmo tempo a renova em cada elo das múltiplas correntes que dele derivam. Assim é que o suporte físico do papel tem contribuído para a “permanência da voz”. Mas por outro lado, nem a representação escrita nem a icônica conseguem aprisionar a voz. Ao contrário, renovam-na continuamente, emprestando-lhe novas cores, novas perspectivas, abrem-lhe novos caminhos que cada contador sabe traçar com sua percepção de co-autor dessa produção oral. É essa multiplicidade de vozes e letras que torna o texto tradicional semanticamente denso e quanto à forma, representativo de uma diversidade multifacetada que se revela por meio de marcas temporais, espaciais e socioculturais distribuídas na sua constituição literária. Oralidade, literatura e alfabetizaçã...

Projeto Político Pedagógico: Escola da Ponte, Porto, Portugal.

Projeto A Escola Básica da Ponte situa-se em S. Tomé de Negrelos, concelho de Santo Tirso, distrito do Porto. A Escola Básica da Ponte é uma escola com práticas educativas que se afastam do modelo tradicional. Está organizada segundo uma lógica de projeto e de equipa, estruturando-se a partir das interações entre os seus membros. A sua estrutura organizativa, desde o espaço, ao tempo e ao modo de aprender exige uma maior participação dos alunos tendo como intencionalidade a participação efetiva destes em conjunto com os orientadores educativos, no planeamento das atividades, na sua aprendizagem e na avaliação. Não existem salas de aula, no sentido tradicional, mas sim espaços de trabalho, onde são disponibilizados diversos recursos, como: livros, dicionários, gramáticas, internet, vídeos… ou seja, várias fontes de conhecimento. Este projeto, assente em valores como a Solidariedade e a Democraticidade, orienta-se por vários princípios que levaram à criação de uma gr...